Tradições de Matriz Africana

Nossas tradições resistem!

No lugar deles, vamos colocar um de nós!

 

Nasci e cresci em contato com a cultura de matriz africana. Fui batizado na Umbanda ainda bebê e iniciado na religião com 14 anos de idade pelo babalorixá Everton de Iemanjá Bomi, a quem acompanho ainda hoje, 14 anos depois. Pelas mãos do pai Everton, fiz meu aprontamento em todas as linhas.

As tradições de matriz africana são parte da cultura do Rio Grande do Sul. É no nosso Estado que há o maior número de templos de religião de matriz africana – mais, inclusive, que na Bahia.

Infelizmente, também é aqui que a cultura de matriz africana vem sofrendo inúmeros ataques. No início deste século, eles tentaram aprovar uma lei que proibiria o sacrifício ritual, que após muita mobilização do povo de santo foi vencida. Ano passado, o projeto de lei da deputada Regina Becker tentou novamente impedir nossas tradições ancestrais, e em Porto Alegre um vereador fez o mesmo. Novamente, ambos foram derrotados pela nossa mobilização. Em 2016, a Prefeitura de Sebastião Melo e Fortunati quer nos impedir de acessar o Mercado Público, onde está assento o Bará do Mercado, no tradicional ritual do passeio.

Em todas essas lutas, o PSOL e Luciana Genro estiveram ao nosso lado. Não podemos ignorar a importância de estarmos representados nos espaços políticos. Necessitamos de um representante na Câmara Municipal. Sem estar desses espaços, continuaremos sendo perseguidos e teremos nossos direitos cada vez mais restringidos. Queremos uma cidade viva, plural, onde possamos ser livres para expressar quem somos e cultuar nossas crenças.

Nossas tradições resistem! Não aceitamos mais perseguições. No lugar deles, vamos colocar um de nós!

O povo de santo de Porto Alegre estará representado com Dr. Marcelo vereador, 50555, e Luciana Genro prefeita, 50!

Junto com Luciana Genro, propomos:

  • Garantia de Livre Expressão Religiosa no Mercado Público: a tradição do Bará do Mercado é secular e não pode ser reprimida pelo poder público. Construiremos coletivamente projeto para garantir que o poder público não interfira no culto ao Bará do Mercado.
  • Incentivo às Escolas Municipais para a Aplicação da Lei 10.639/03: a lei 10.639/03 estabelece o ensino da história e da cultura afro-brasileira e africana nas escolas. A aplicação prática dessa lei tem sido muito tímida. Ela é uma grande ferramenta para abolir o preconceito contra as tradições de matriz africana e deve ser cumprida em nossas escolas.
  • Integração com a Comunidade de Matriz Africana: diálogo permanente com as federações, associações e conselhos que defendem a cultura de matriz africana, realizando uma construção coletiva de nossas pautas.
  • Espaço Religioso para os Cultos de Matriz Africana: abriremos diálogo com as lideranças religiosas a respeito da possibilidade de criação de um espaço público de culto de matriz africana, a exemplo do que já existe em Brasília (DF).
  • Apoio à Regularização dos Templos de Matriz Africana: de todas as denominações religiosas, as de matriz africana são as que menos usufruem dos benefícios legais dados às religiões. Realizaremos esforços para auxiliar no regularização dos templos para que possam, assim, ter os benefícios previstos em lei.